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sexta-feira, outubro 26, 2012

Mendes Ribeiro fala sobre o tratamento contra o câncer: "A doença nos ensina muito"

A batalha do ministro Mendes Ribeiro contra o câncer completou um ano.
                                                De visual novo. Sem a cabeleira, parte esfacelada pela quimioterapia, parte zerada pela máquina de raspar do filho Fernando. Há quase um mês, quando poucas mechas ainda resistiam, coube ao primogênito peitar o pai.
— Vamos tirar esse cabelo.

Em vídeo, acompanhe a entrevista com o ministro:

Fernando sentou o ministro da Agricultura em uma cadeira e ligou a máquina. Deixou à mostra a careca e a cicatriz em forma de tiara, herança da segunda cirurgia para retirada de um tumor no cérebro, marca da luta do gaúcho pela vida. O filho fez de Mendes um Sansão às avessas: sem os cabelos, porém fortalecido.
— A doença nos ensina muito: mostra como somos frágeis e, principalmente, o quanto temos de ser fortes. É uma luta que dá para ganhar. E eu vou ganhar — emociona-se Mendes, sem conter as lágrimas.
A batalha começou num sábado, 15 de outubro de 2011, ao entrar no centro cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após os médicos diagnosticarem o retorno do tumor extirpado do cérebro em 2007. O ministro passou quatro horas com a cabeça aberta, confiada aos cuidados da equipe do cardiologista Roberto Kalil Filho, médico da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.
A sensação não era nova. Quatro anos antes, Mendes descobriu um tumor por acaso, enquanto tratava de um resfriado. Em outubro do ano passado, menos de dois meses após assumir o Ministério da Agricultura, teve de mergulhar no sono da incerteza mais uma vez. Era o auge da carreira política do peemedebista, deputado federal no quinto mandato.
— Na primeira vez eu tive sorte, será que terei na segunda? Será que vou acordar, vou mexer o corpo, vou falar? — questionava-se.
Quando despertou da cirurgia, Mendes tentou e conseguiu mover as pernas. Fez o mesmo com os braços e murmurou:
— Oi, tudo bom?
O gaúcho saudou a si mesmo. Mexer o corpo, falar e ouvir eram sinais de sobrevivência, o marco zero da nova peleia contra o câncer. Desde então, o calendário virou 12 páginas. A recuperação galopava sem percalços, o paciente seguia à frente do ministério, foi à Albânia, Hungria, Inglaterra, Rússia, Bolívia, Chile e Argentina. Até a chegada das más notícias de agosto.
Nas revisões periódicas, os médicos constataram que o tratamento a base de quimioterápicos orais, forma de evitar outro retorno do tumor, perdera o efeito. Seria preciso investir na quimioterapia convencional. As sessões quinzenais, mais os enjoos consequentes, impediram as viagens longas e reforçam o zelo da família.
Duas convulsões em meio ao tratamento
Mendes vive em um hotel de Brasília com a mulher Fernanda, 40 anos. Troca mensagens com os três filhos — Fernando, 35, Pablo, 32, e Alexandre, 31 —, com as irmãs e a mãe. O ministro não dorme sem falar por telefone com a octogenária Dona Teresinha, que mora em Porto Alegre, e sem orar. Católico, mas ligado ao espiritismo, assegura ver e sentir a presença do pai, o apresentador e político Jorge Alberto Mendes Ribeiro, morto em 1999, vítima de câncer.
— O pai não me abandonou, penso muito nele — confidencia.
A proteção se mostrou eficaz no começo do mês. Após acordar enjoado, Mendes correu ao banheiro do hotel e apagou. Recuperou a consciência deitado na maca, entrando na ambulância. Sofrera duas convulsões, o que poderia sinalizar o fracasso do tratamento. Superou o susto, reforçou a fé e não se furta de fazer planos de curto, médio e longo prazo.
No horizonte próximo, Mendes vê mais quatro meses de quimioterapia, projeta a cura para fevereiro do próximo ano. Após, quer intensificar o trabalho na Agricultura, pavimento até um novo sucesso nas urnas.
— Não penso em me afastar do voto. Eu não penso em deixar de disputar eleição em 2014.
A doença
Mendes Ribeiro diagnosticou o primeiro tumor em 2007, por acaso, ao tratar um resfriado. Foi operado pelo neurologista Nelson Ferreira, em Porto Alegre. Em setembro do ano passado, teve a confirmação de que o problema voltara. Durante uma reunião no ministério, sentiu um forte tremor na mão esquerda. Realizou os exames e, no mês seguinte, obrigado pela presidente Dilma, realizou a segunda cirurgia:
— A Dilma ajudou a salvar minha vida.
Novo aniversário
Mendes Ribeiro nasceu em 27 de dezembro de 1954, em breve completará 58 anos. No entanto, o dia 15 de outubro ganhou contornos de segundo aniversário. Quando a cirurgia fechou um ano, os amigos enviaram e-mails e mensagens por celular. Ficou sensibilizado com a saudação de um amigo militar, que o ministro prefere não identificar: "Amigo de tantas caminhadas. Eu e minha família temos a certeza de que tua fé e determinação serão o diferencial em mais esta luta que serás vencedor. Grande abraço, meu líder."
Protegido
Os médicos proibiram as viagens longas, os costumeiros giros do peemedebista pelo Interior. Concentrado em Porto Alegre, Mendes segue recebendo carinho dos eleitores, que perguntam sobre sua saúde e desejam uma rápida recuperação.
— Virou uma romaria — atesta.
Os mais exaltados entregam santinhos ao ministro e oferecem orações. Alguns dos presentes Mendes leva na carteira, como as imagens de Santo Expedido, São Peregrino e Jesus Cristo.
A careca
Apesar da reconhecida vaidade, Mendes Ribeiro nega estar incomodado com o novo visual — chegou a usar boina por dois dias, porém desistiu.
A careca expôs não só a cicatriz da operação como a gravidade da doença, assunto até então restrito aos mais íntimos.
— Tu tens que assumir o câncer, não tem conversa — diz o ministro, que aprendeu a fazer piada da situação.
— Tomar banho careca é uma praticidade — brinca ele.
Herança política
No meio do ano, o ministro foi surpreendido por uma decisão: o filho Pablo (foto acima) avisou que iria concorrer a vereador em Porto Alegre.
O pai programou pequenos comícios com o herdeiro pela Capital, no entanto, teve de ser internado em São Paulo na véspera das eleições. Nem sequer pôde votar em Pablo.
— E se faltasse apenas um voto? Poderia ser o meu — comenta Mendes, que acompanhou a apuração pelo rádio, do hospital. Pablo ficou como suplente do PMDB.
Gosto de lata
Mendes Ribeiro faz quimioterapia na unidade de Brasília do Hospital Sírio-Libanês. Quinzenais, as sessões duram em média 30 minutos, realizadas sempre nas sextas-feiras. Agressivo, o tratamento derruba o apetite.
— A boca fica com gosto de lata — revela o ministro, que perdeu seis quilos nos últimos meses.
Duro na queda
A rotina de trabalho do gaúcho tem de 10 a 12 horas por dia, período de luta constante contra os enjoos causados pela quimioterapia.
— Quando bate o enjoo, a vontade é de não sair de casa, de só ficar deitado.
Na última terça-feira, o teste de resistência foi diante da presidente Dilma. Suportou as náuseas e levou os despachos até o fim.
Corpo e alma
O ministro é um homem de fé. Além das imagens de santos que guarnecem seu gabinete e das orações que guarda na carteira, recebe apoio de pessoas ligadas à religião espírita. Uma senhora chegou a telefonar para um amigo avisando que tinha mensagens de Mendes Ribeiro, o pai. Ela viajou do interior do Estado a Porto Alegre para repassar o recado.
Missões em série
Quando Dilma viu o ministro pela primeira vez sem cabelos, riu com carinho. A presidente monitora a saúde do amigo com telefonemas ao médico Roberto Kalil Filho. A petista, que já passou por tratamento semelhante em razão de um câncer linfático, repassou missões ao ministro. Determinou mudanças e melhoria nos serviços da Conab, trocas na Embrapa, que já está operando sob as ordens de um novo presidente, e maior agilidade do seguro agrícola:
— Estou extremamente orgulhoso do trabalho que faço, mas meu primeiro orgulho é vencer a doença.
Longo prazo
O plano de longo prazo de Mendes é chegar ao Palácio Piratini, desejo que também foi acalentado pelo pai, seu exemplo de vida.
— O pai tinha uma frase maravilhosa: "Eu vou morrer tentando, tendo sido ou sendo governador do meu Estado — recorda Mendes, para completar em seguida:
— Preciso dizer mais alguma coisa?
Carolina Bahia e Guilherme Mazui, de Brasília

quarta-feira, setembro 05, 2012

Tarso e outros cinco governadores entram com ação no STF contra cálculo de reajuste do piso do magistério


Tarso e outros cinco governadores entram com ação no STF contra cálculo de reajuste do piso do magistério
Estados defendem projeto que prevê a correção dos vencimentos dos professores com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que, na prática, resultaria em reajustes menores

Governadores de seis Estados, entre eles o chefe do Executivo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, entraram com uma ação contra a lei que cria o piso nacional para professores da rede pública. A ação foi impetrada na terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona o Artigo 5° da lei, que trata do cálculo do reajuste do piso.

Pelas regras, o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Entre 2011 e 2012, o índice foi 22% e o valor passou de R$ 1.187 para R$ 1.451. A Adin é assinada pelos governadores de Mato Grosso do Sul, Goiás, do Piauí, Rio Grande do Sul, de Roraima e Santa Catarina. O relator do processo no STF será o ministro Joaquim Barbosa.

A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determina um valor mínimo que deve ser pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, disse nesta quarta-feira que foi surpreendido pela decisão.

- A lei agora está sub judice. Estamos no limbo, porque tem um projeto na Câmara que trata dessa questão, um grupo de trabalho que está prestes a apresentar resultados, uma câmara de negociação no Ministério da Educação e os governadores dão mostra de que não querem negociar - disse.

Conforme Leão, se o STF acatar o pedido dos governadores e derrubar o artigo que regulamenta o reajuste, cada Estado poderá definir um cálculo para corrigir o piso, o que representará perdas para os professores:

- Os governadores estão criando um problema para eles. Não existindo mais o balizador do reajuste, cada estado vai fazer a sua luta, vai ter muito mais greve.

A CNTE defende o cumprimento da lei e também é contrária à proposta que tramita na Câmara dos Deputados e que altera o cálculo do reajuste. Defendido pelos Estados, o projeto prevê a correção com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que, na prática, resultaria em reajustes menores.


ZERO HORA E AGÊNCIA BRASIL

E viva o PT....\o/\o/


quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Ficha Limpa


O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, que valerá para as eleições deste ano. O placar final foi 7 votos a 4 para uma das principais inovações trazidas pela lei — a inelegibilidade a partir de decisão por órgão colegiado. No entanto, como a lei traz várias inovações, o placar não foi o mesmo para todos os pontos que acabaram mantidos pela maioria.
O resultado foi proclamado depois de quase 11 horas de julgamento entre ontem e hoje. Celso de Mello e Cezar Peluso foram os últimos ministros a votar. Eles reafirmaram posição por uma interpretação mais restrita da lei. Um dos principais pontos atacados por ambos foi a aplicação da Lei da Ficha Limpa a casos que ocorreram antes que a lei foi criada. 

— A lei foi feita para reger comportamentos futuros. Como ela está, é um confisco de cidadania — disse Peluso.
Os ministros que votaram a favor da integralidade da lei foram Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto. Os outros ministros da Corte foram mais ou menos resistentes à lei de acordo com a questão levantada. Antonio Dias Toffoli, por exemplo, só foi contra a regra que dá inelegibilidade por órgão colegiado, aceitando todo o resto da lei.
O julgamento de hoje dá a palavra final do STF sobre a polêmica criada assim que a Lei da Ficha Limpa entrou em vigor, em junho de 2010. O Supremo já havia debatido a norma em outras ocasiões, mas apenas em questões pontuais de cada candidato. Agora todos os pontos foram analisados com a Corte completa.
A decisão do Supremo tira das eleições municipais deste ano políticos condenados mesmo que ainda caiba recurso dessa decisão. Estariam enquadrados os políticos que cometeram crime contra a administração pública, contra o patrimônio público ou privado, contra o sistema financeiro, que tiver sido condenado por crime eleitoral, abuso de autoridade, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e outros tipos penais.

Políticos que renunciaram aos seus mandatos para fugir de processos de cassação por falta de decoro também estarão impedidos de disputar as eleições deste ano. Nesse caso, o parlamentar, prefeito ou governador não poderá disputar as eleições por oito anos a contar do fim do mandato que exercia.
AGÊNCIA BRASIL

terça-feira, novembro 08, 2011

Ficha Limpa



Postado: 8 novembro 2011
É ultrajante - depois de nossa vitória histórica contra a corrupção, grupos de pessoas com interesses sujos estão tentando fazer a Ficha Limpa ser rejeitada pelo Supremo Tribunal. Mas essa fraca reividicação pode ser abafada pelo nosso apelo de apoio.

Os opositores argumentam que os candidatos que já tenham sido condenados por um juiz e, em seguida, por um tribunal, não devem ser impedido de candidatar-se, caso eles queiram desesperadamente recorrer a um tribunal superior. É um argumento ilegítimo. Entretanto, lobbys poderosos estão pressionando duramente para tentar desfazer a mais forte legislação anti-corrupção que o Brasil já teve. Agora, um coro crescente de especialistas jurídicos está lutando fortemente argumentando que a Ficha Limpa é perfeitamente constitucional.

O Supremo Tribunal Federal está dividido e vai votar a constitucionalidade da lei dentro de 36 horas. Se enfatizarmos a mensagem dos juristas, mostrando um apoio maciço a lei que lutamos muito para conquistar - poderemos convencer os juízes do STF a nos proteger dos criminosos no poder. Clique abaixo para assinar a petição urgente e nossas vozes serão entregues diretamente ao STF pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral e através da mídia:
Copie e cole no seu navegador,um desses Links e vamos nos ajudar.
http://www.avaaz.org/po/stf_protect_ficha_limpa_/?cl=1375251885&v=10970
http://www.avaaz.org/po/stf_protect_ficha_limpa_/?copy

quinta-feira, março 24, 2011

FICHA LIMPA

Obrigado ao Presidente da OAB e TSE,demonstraram o porque de seus cargos,sendo pessoas diferenciadas politicamente,pois já era sabido que a lei não poderia ser posta em pratica no mesmo ano de sua criação,mas estes acreditando na moralidade e sensibilidade dos demais politicos se postaram a favor da Ficha Limpa,do povo e da sociedade adoradora da honestidade.Devemos tomar nota em letra grandes ,ou melhor,fazer uma placa honrosa a esses que subiram firmemente na balança da Justiça,porém vencidos pela Lei que favoreceu os Ficha Suja,com o votos de politicos COMUNS e o voto derradeiro do não menos comum Sr.Ministro Luiz Fux,puxando do buraco negro póliticos outrora impugnados pelo ficha limpa .
Mas isso fortaleceu a lei de Ficha Limpa,parabéns a todos aqueles que a criaram,ela esta ai,haverá novas eleições!..Enfim,a moral e a sensibilidade foram derrotados..
Obrigado....
a Vossa Exc.Dr.Presidente OAB OPHIR CAVALCANTE pelo seu pronunciamento a favor da pratica da lei em 2010....
a Vossa Exc. Sr.Presidente do TSE RICARDO LEWANDOSKI VOTO
ao Sr.Ministro AIRES BRITTO VOTO
ao Sr.Ministro JOAQUIM BARBOSA VOTO
a Sra.Ministra ELLEN GRACIE VOTO
a Sra.Ministra CARMEM LUCIA VOTO
OBRIGADO.

FICHA LIMPA INTERVALO.


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, espera que o ministro Luiz Fux, responsável pelo desempate que pode validar ou fazer a Lei da Ficha Limpa perder força “honre sua tradição de defesa da sociedade”. De acordo com ele, derrubar a nova legislação frustraria a população brasileira.

“A expectativa da OAB é a mesma da sociedade. Esperamos que Fux mantenha a lei, caso contrário seria uma frustração muito grande para a sociedade”, disse.


Ophir ainda disse acreditar que condenações anteriores à existência da Ficha Limpa devem valer para impedir a candidatura de políticos. Segundo ele, “há casos semelhantes já julgados pelo STF em que isso ficou claro”.

O desafio, nesse sentido, diz respeito ao artigo 16 da Constituição Federal. Ele determina que alterações no processo eleitoral só podem acontecer há pelo menos um ano das eleições. O que faria com que a Ficha Limpa só se aplicasse em 2012, e não nas eleições passadas.

“A discussão central é essa. Esperamos sensibilidade do Fux pois a sociedade deixou de votar em muita gente devido à Lei da Ficha Limpa”, disse ele que, como os ministros Ayres Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie, entendem que a nova lei não alterou o processo eleitoral, somente o moralizou.

quarta-feira, março 23, 2011

FICHA LIMPA 5 X 6 FICHA SUJA



Ficha Limpa não valeu em 2010, decide STF


Voto de Luiz Fux resolveu impasse em torno da Ficha Limpa, que só deve valer para as eleições de 2012,SENDO ASSIM O JOGO VIROU!

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por seis votos a cinco, que a Ficha Limpa não valeu para as eleições de 2010. Com isso, políticos condenados pela Justiça e que tiveram seus votos invalidados no pleito de outubro de 2010 devem ser reabilitados.

Entre os barrados pela nova legislação que acaba de perder sua eficácia estão Jader Barbalho (PMDB-PA), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), João Capiberibe (PSB-AP) e Marcelo Miranda (PMDB-TO). Eles venceram a eleição para o Senado mas não tomaram posse devido à Ficha Limpa.

Com a decisão do STF, eles devem ingressar na Corte com mandatos de segurança e terão suas cadeiras asseguradas. Paralelamente a isso, os ministros ficaram autorizados a decidir sozinhos os processos que estão sob suas relatorias, o que deve agilizar a absolvição de quem foi barrado na Ficha Limpa. Noutra frente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve refazer o cálculo dos votos do legislativo para saber quem sai e quem entra na Câmara Federal.

Como era previsto, nenhum dos ministros alterou seu entendimento sobre a da Ficha Limpa, e coube ao novo membro da Corte, Luiz Fux, definir o futuro da lei das inelegibilidades. Ele foi contrário à aplicação em 2010 e formou a maioria junto de Gilmar Mendes, Cezar Peluso, Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. Ficaram vencidos Ayres Britto, Ellen Gracie, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski - que acumula a função de presidente do TSE.


O grupo vencedor entendeu que o artigo 16 da Constituição Federal barra a aplicação da Ficha Limpa em 2010. Ele determina que alterações na legislação que impliquem em mudanças no processo eleitoral só podem valer após um ano de sua publicação. Como a Ficha Limpa é de sete de junho 2010, ela só pode valer para eleições que aconteçam a partir de sete de junho de 2011. Na prática, ela deve ser usada no pleito municipal de 2012.

“Ficha Limpa é lei do futuro, não pode ser do presente devido à Constituição (...) Um dispositivo legal, ainda que oriundo da mais legítima vontade popular, não pode contrariar regras expressas do texto Constitucional”, disse o ministro Fux, responsável pelo desempate.

domingo, março 20, 2011

BARACK OBAMA DISCURSO


Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pronunciamento no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro

Um dia após o Ocidente ter iniciado uma intervenção militar na Líbia, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou a transição democrática do Brasil como um modelo para o mundo árabe, onde há mobilizações populares no Oriente Médio e norte da África para pôr fim a governos autocráticos. "O Brasil mostrou que uma ditadura pode virar uma democracia. Mostrou que a reivindicação de mudança pode começar na rua e transformar o país, transformar o mundo", disse.

O líder americano fez seu pronunciamento no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na histórica Cinelândia, que foi palco do movimento das "Diretas Já" contra a ditadura militar brasileira (1964-1985). Para Obama, os participantes desse movimento mostraram como uma revolta popular pode produzir uma democracia próspera. "Uma das pessoas que protestaram foi presa e sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos. Ela, porém, também sabe o que é perseverar. Hoje ela é a sua presidenta, Dilma Rousseff", afirmou.

Sem mencionar a ação militar que autorizou um dia antes na Líbia, Obama fez uma conexão entre os eventos do país do norte da África e em todo o Oriente Médio. "Vimos a população da Líbia se posicionar de forma corajosa contra um regime determinado a brutalizar seus próprios cidadãos. Vimos uma revolução que surgiu a partir do desejo de uma dignidade básica na Tunísia. Vimos pessoas protestando pacificamente na praça Tahrir, no Egito. Através da região, vimos jovens se levantarem - uma nova geração demandando o direito de determinar seu próprio futuro", disse.

"Desde o início, deixamos claro (Brasil e EUA) que a mudança que eles buscam têm de ser dirigida por sua própria população. Mas como duas nações que lutaram durante várias gerações para aperfeiçoar suas próprias democracias, os EUA e o Brasil sabem que o futuro do mundo árabe será determinado por seus próprios povos", afirmou.

Com elogios ao progresso do povo brasileiro, Obama passou a mensagem de que EUA e Brasil devem trabalhar juntos para o progresso individual de cada país e para o desenvolvimento de outras regiões do mundo. "Por tanto tempo vocês foram chamados de o país do futuro. O Brasil não é mais o país do futuro. O povo do Brasil deve saber que o futuro chegou. Está aqui, agora", afirmou sob aplausos. "O povo americano não apenas reconhece o sucesso do Brasil, mas torce por ele. Ficaremos juntos como parceiros iguais, comprometidos com o progresso que podemos compartilhar", disse.

Durante o discurso, que durou pouco mais de 20 minutos, Obama conquistou a plateia ao falar algumas frases em português, contar sobre suas impressões do Brasil e até citar Jorge Benjor. "Alô, cidade maravilhosa. Boa tarde todo o povo brasileiro", disse, ao subir ao palco.

O presidente agradeceu a acolhida "calorosa" que ele e sua família receberam e o fato de o público ter ido assistir ao discurso em dia de jogo entre Vasco e Botafogo – o que desatou vaias entre torcedores do Flamengo e do Fluminense.

Obama contou que uma de suas primeiras impressões do Brasil foi o filme Orfeu Negro, a que assistiu quando era criança, com sua mãe, e que se passa em uma favela no Brasil durante o Carnaval. "Minha mãe adorava aquele filme", disse. "Minha mãe já morreu. Mas ela nunca imaginaria que a primeira viagem de seu filho ao Brasil seria como presidente dos EUA."




"E eu nunca imaginaria que esse país seria ainda mais bonito do que era no filme. Vocês são, como Jorge Benjor diz, um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza."

O discurso de Obama vinha sendo considerado o momento em que o presidente americano falaria sobre o papel do Brasil no mundo e o futuro das relações bilaterais. No pronunciamento, Obama listou os vários setores em que os dois países podem cooperar, como ciência e tecnologia, inovação, energia, segurança, meio ambiente e desenvolvimento.

A visita de Obama ocorre depois de um período de esfriamento das relações bilaterais, marcado por posiçoes divergentes durante os últimos dois anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em temas como o programa nuclear do Irã. A viagem tem sido encarada como uma oportunidade para uma nova fase nas relações, agora sob a presidência de Dilma.

Obama mencionou os dois presidentes no discurso, ao falar que o Brasil mostra que é possível um menino pobre de Pernambuco se tornar presidente, e ao mencionar a história de Dilma, filha de um imigrante que foi torturada durante o governo militar até chegar ao poder.

Em viagem marcada também pelo caráter comercial, especialmente durante a passagem do presidente por Brasília, no sábado, Obama voltou a falar sobre a "necessidade" de expandir negócios e investimentos entre os dois países, principalmente nas áreas de energia e infraestrutura.


E assim como já tinha feito em seus pronunciamentos a empresários e à imprensa na capital, ressaltou as oportunidades de investimento criadas com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 e brincou ao dizer que o Rio "não era sua primeira escollha" para sede dos jogos - já que torcia pela escolha de Chicago, seu berço político. "Mas se os jogos nao podem ser em Chicago, nao há outro melhor lugar", disse. "E espero voltar em 2016."

Movimentação na Cinelândia

O discurso seria feito a céu aberto, mas foi transferido para a casa de espetáculos. Centenas de pessoas foram à Cinelândia para tentar acompanhar o pronunciamento por telões. Mas, como eles não foram instalados, muitos ficaram frustrados. “Achei chato, não dava para ouvir nada com a TV (de um bar próximo). Até trouxe minha neta para ver o Obama, mas...”, disse decepcionada a dona de casa Hortência Gomes, moradora do bairro do Estácio.

A estudante Fernanda Osthoff, aluna da Escola Americana, estava entre os convidados que acompanharam o discurso de perto. "O fato de a primeira parada dele na América Latina ter sido no Brasil mostra a importância do País no cenário mundial e a intenção dos EUA em estreitar as relações com a nossa nação", disse ao lado de amigos.

Um grupo de 65 mulheres com idades entre 40 e 85 anos também estava na seleta lista de convidados. Elas fazem parte de um núcleo da terceira idade de Bangu, bairro da zona oeste do Rio.

"Estamos ansiosas para o discurso. Temos lugar cativo para ficar pertinho do presidente", disse Marli Coelho, coordenadora do projeto, antes do início do pronunciamento. "Espero que, a partir dessa viagem, ele cole com a Dilma e traga muitas coisas boas para o Brasil", completou ela, que, assim como suas amigas, usava chapéus com lencinhos da bandeira dos estados unidos

sábado, março 19, 2011

BARACK OBAMA no BRASIL









A primeira imagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Brasil foi de sorrisos e acenos. Ele desembarcou em Brasília às 7h32min, seguido pela filha mais velha, Malia, de 10 anos, pela primeira-dama, Michelle, e pela filha caçula, Sasha, de 7 anos. A sogra de Obama, Marian Robinson, também acompanha a comitiva.

Com um vestido vermelho de alças, bijouterias coloridas e cabelo preso em um coque, Michelle sorriu para fotógrafos e cinegrafistas. Apenas quando entraram no carro oficial, Malia - de vestido verde e branco, casaco preto e pulseiras no braço direito - e Sasha - de vestido branco e rosa - sorriram. Michelle e as filhas terão agendas paralelas à de Obama tanto em Brasília quanto no Rio.

No Hotel Golden Tulip, às margens do Lago Paranoá, na região central de Brasília, Obama e a família foram recebidos com presentes. O presidente ganhou apenas um par de chinelos de dedo com estampas em verde e amarelo.

A primeira-dama e as crianças ganharam chinelos, também verde e amarelo, e mais camisetas com os símbolos de Brasília - o Palácio do Planalto, a Catedral e o Congresso Nacional. Para Malia e Sasha, a direção do hotel deixou sobre a cama conjuntos de lápis de cor cujas caixas tinham imagens de Brasília.

sexta-feira, setembro 24, 2010

FICHA LIMPA 0 x 1 FICHA SUJA

Diante de impasse, STF decide suspender votação da Ficha Limpa
Não há data para conclusão de julgamento. Enquanto isso Roriz pode seguir com sua campanha

Severino Motta, iG Brasília | 23/09/2010 14:08 -



Sem definir o impasse sobre a validade da lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender na madrugada desta sexta-feira o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, contra a decisão da Justiça Eleitoral que barrou sua candidatura. O julgamento foi suspenso com o placar empatado em 5 votos a favor da aplicação imediata da lei e 5 votos contrários, após quase 11 horas de deliberação.

Nenhuma decisão foi oficializada. De acordo com o presidente da Corte, Cezar Peluso, o destino da nova lei das inelegibilidades pode ser tomado nas próximas sessões ou quando um novo ministro for nomeado para a vaga de Eros Grau, que se aposentou em agosto. “Vamos esperar para ver o que vamos decidir”, disse Peluso após o julgamento.

Questionado sobre a possibilidade de candidatos considerados fichas-sujas disputarem a eleição, provocando uma insegurança ao processo eleitoral, Peluso preferiu não se pronunciar. Durante o julgamento, contudo, disse que o STF deve resolver a situação antes da diplomação dos eleitos. “Vamos aguardar o novo ministro até data próxima a diplomação. Se até lá não tiver, nós nos reunimos de novo e analisamos o caso concreto”, disse.

Sem data marcada para tal análise, a possibilidade de candidatos condenados pela Justiça Eleitoral disputarem as eleições transforma-se numa realidade.

Roriz assistiu ao julgamento em sua residência, em Brasília, e havia programado uma festa caso o Supremo liberasse sua candidatura. De acordo com o candidato presidencial Levy Fidelix (PRTB), que estava no local, o ex-governador permaneceu em uma sala de sua casa durante a transmissão e orou bastante durante as discussões. Ele ainda disse que Roriz teria ficado angustiado com o fato do Supremo não concluir a questão nesta quinta-feira.

Com o fim do julgamento, a assessoria de Roriz fez um pronunciamento aos jornalistas e apoiadores da candidatura que se encontravam no local e disse que a campanha segue nas ruas e na manhã desta sexta-feira a coordenação vai se reunir para definir os próximos passos da candidatura.

Votos

O próprio Peluso empatou o placar, ao votar contra a aplicação das novas regras já nas eleições deste ano. Em seu voto, ele disse que o STF não pode analisar a Ficha Limpa com base na pressão popular ou de determinados segmentos da sociedade. Disse também que a população não pode transferir para o judiciário a escolha de seus representantes.

Antes de Cezar Peluso, manifestou-se o ministro Celso de Mello, que proferiu um voto contrário à aplicação da Ficha Limpa nas eleições de 2010. Com seu voto, o placar ainda era favorável à Lei. “Qualquer que seja o marco temporal a ser considerado na espécie para a escolha de candidatos, 10 de julho de 2010 ou até o dia 3 de outubro, situam-se a menos de um ano da data em que é publicada a Lei Complementar”, disse Celso de Mello.

Antes dele, votou o ministro Marco Aurélio Mello. Ele uniu-se a José Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes nas críticas à aplicação imediata da nova lei. A ministra Ellen Gracie já haviado votado e ampliado o placar favorável à aplicação da nova regra.

Durante o julgamento, Gilmar Mendes posicionou-se contrariamente à aplicação da Ficha Limpa. De acordo com ele, não se trata de uma questão de ser a favor ou contra políticos que podem ficar inelegíveis devido à nova lei, mas um respeito à Constituição. Antes de Mendes, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, afirmou ser favorável à aplicação imediata da Ficha Limpa e disse que a regra está em acordo com a Constituição. Lewandowski teve o reforço de outros ministros, como Joaquim Barbosa, Ayres Britto - relator do recurso de Roriz - e Cármem Lúcia, todos apoiadores da tese de que a aplicação da lei deve ser imediata.

Joaquim Barbosa chegou a defender que Roriz ficasse inelegível até 2023. Já a ministra Cármem Lúcia alegou que o artigo 16 da Constituição, que pede a vigência de um ano antes da aplicação de leis que alterem o processo eleitoral, deve ser analisado a partir da finalidade das novas leis e não somente pelo tempo.

Colaboraram Ana Paula Leitão, Cíntia Acayaba e Carlos Lo Prete

Estou guardando esta Noticia na esperança de que um dia estes que votaram contra,venham a depender do voto deste eleitor.O TSE teria que ter poder absoluto de julgar os Candidatos Politicos que dependem do voto obrigatório do Povo.
Parabéns Lewandowki.

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