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segunda-feira, novembro 04, 2013

O caso do haitiano zumbi que voltou para casa 21 anos depois de morto


O caso do haitiano zumbi que voltou para casa 21 anos depois de morto

O caso do haitiano zumbi que voltou para casa 21 anos depois de morto

Clairvius Narcisse afirma ter sido vítima de algum ritual vudu. Confira a seguir essa história bizarra


Zumbis existem de verdade? Nem tente bancar o cientificamente correto aqui e dizer que eles não existem, porque a história que vamos contar para você a seguir pode mudar suas convicções. Portanto, antes de qualquer coisa, abra a cabeça – não precisa ser literalmente.

O haitiano Clairvius Narcisse ficou muito doente em 1962, tendo vivido momentos de febre, dor intensa e relatado a sensação de mosquitos perfurando sua pele. Isso sem falar na extrema dificuldade que sentia para respirar. Ele então foi levado ao hospital, onde foi atendido por dois médicos, mas, pouco tempo depois, foi declarado morto. O velório foi breve e o enterro foi logo realizado.

Narcisse, no entanto, disse nunca ter morrido de verdade. O que aconteceu foi que ele acordou, meio perturbado, dentro de um caixão e enterrado. O haitiano acredita que foi envenenado e vítima de algum tipo de feitiço. Na noite seguinte, ele foi exumado por um shaman vudu e levado a um lugar desconhecido. Detalhe: ele recebeu uma mistura que o deixava em estado de zumbi.

Escravo

Fonte da imagem: Reprodução/queromedo
Depois disso, Narcisse afirma ter se tornado um escravo, sendo forçado a trabalhar dia e noite em uma plantação de cana-de-açúcar – todos os dias, ele e os outros presos recebiam a mesma mistura que os transformavam em trabalhadores-zumbis. Seria esse o plano mais macabro de todos os tempos?

O fato é que os presos foram liberados em determinado momento e Narcisse afirma ter passado 18 anos vagando pelas ruas, procurando sua família, que a essa altura tinha absoluta certeza de sua morte. Em 1981, enquanto vagava por um vilarejo, Narcisse reconheceu sua irmã e ela também o reconheceu – pelo menos foi isso o que deu para entender pelos gritos assustados e altos que ela deu. Ele convenceu a irmã de que era ele quando usou um apelido que apenas a família conhecia.

Reencontro

Narcisse aponta para o próprio nome em seu túmulo.
Fonte da imagem: Reprodução/Kreyolicious
Os vizinhos também reconheceram Narcisse e logo um médico psiquiatra foi chamado para ajudar a entender o acontecido. O haitiano respondia a todas as perguntas pessoais e da família sem o menor problema. Quando todos confirmaram mesmo que Narcisse era Narcisse, a imprensa internacional logo apareceu para cobrir a história mais do que bizarra.

Além do médico e da imprensa, um pesquisador de Harvard, Wade Davis, demonstrou muito interesse em estudar o caso. Davis, um especialista no uso de plantas por seres humanos, afirmou que o haitiano poderia mesmo ter sido obrigado a usar alguma substância que o deixasse sedado e subordinado.

O pesquisador explicou ainda que uma toxina conhecida como TTX pode deixar o corpo de uma pessoa em estado de morte – quando alguém ingere essa toxina, fica catatônico e com pouquíssimos sinais vitais. No Haiti, o TTX pode ser encontrado em uma espécie de sapo.

Davis acredita que a substância responsável por deixar Narcisse alucinado e trabalhando como escravo por tanto tempo é uma toxina conhecida como Datura stramonium. E aí, o que você acha dessa história completamente maluca? O caso nunca foi completamente desvendado
fonte:Baixaki

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Síndrome rara fez americana ser atacada pela própria mão


Imagine ser atacado por uma de suas próprias mãos, que tenta repetidamente estapear e socar você. Ou então entrar em uma loja e tentar virar à direita e perceber que uma de suas pernas decide que quer ir para a esquerda, fazendo-o andar em círculos.

Essa realidade é bem conhecida da americana Karen Byrne, de 55 anos, que sofre de uma condição rara chamada Síndrome da Mão Alheia.

A síndrome de Byrne é fascinante, não somente por ser tão estranha, mas também por ajudar a explicar algo surpreendente sobre como nossos cérebros funcionam.

O problema começou após ela passar por uma cirurgia, aos 27 anos, para controlar sua epilepsia, que havia dominado sua vida desde seus 10 anos de idade.

A cirurgia para curar a epilepsia normalmente envolve identificar e depois cortar um pequeno pedaço do cérebro no qual os sinais elétricos anormais se originam.

Quando isso não funciona, ou quando a área danificada não pode ser identificada, os pacientes precisam passar por uma solução mais radical.

No caso de Byrne, seu cirurgião cortou seu corpo caloso, um feixe de fibras nervosas que mantém os dois hemisférios do cérebro em permanente contato.

Novo problema
O corte do corpo caloso curou a epilepsia de Byrne, mas a deixou com um problema totalmente diferente.
Ela conta que inicialmente tudo parecia bem, mas que então os médicos começaram a notar um comportamento extremamente estranho.

‘O médico me disse: ‘Karen, o que você está fazendo? Sua mão está te despindo’. Até ele dizer isso eu não tinha percebido que minha mão esquerda estava abrindo os botões da minha camisa”, diz.

“Então eu comecei a abotoar a camisa novamente com a mão direita, mas assim que eu terminei, a mão esquerda começou a desabotoar de novo. Então o médico fez uma chamada de emergência para um outro médico e disse: ‘Mike, você precisa vir aqui imediatamente, temos um problema’.”

Karen Byrne havia saído da operação com uma mão esquerda que estava fora de controle.
“Eu acendia um cigarro, colocava-o no cinzeiro e então minha mão esquerda jogava-o fora. Ela tirava coisas da minha bolsa sem que eu percebesse. Perdi muitas coisas até que eu percebesse o que estava acontecendo”, diz.

Em alguns casos, a mão esquerda dela chegava a estapeá-la, sem controle. Ela conta que seu rosto chegava a ficar inchado com tantos golpes.

Luta de poder
O problema de Byrne foi provocado por uma luta por poder dentro de sua cabeça.
Um cérebro normal é formado por dois hemisférios que se comunicam entre si por meio do corpo caloso.
O hemisfério esquerdo, que controla o braço e a perna direitos, tende a ser onde residem as habilidades linguísticas.
O hemisfério direito, que controla o braço e a perna esquerdos, é mais responsável pela localização espacial e pelo reconhecimento de padrões.

Normalmente o hemisfério esquerdo, mais analítico, domina e tem a palavra final nas ações que desempenhamos.

A descoberta do domínio hemisférico tem sua raiz nos anos 1940, quando os cirurgiões decidiram começar a tratar a epilepsia com o corte do corpo caloso.

Após a recuperação, os pacientes pareciam normais. Mas nos círculos psicológicos eles se tornaram lendas.

Isso porque esses pacientes revelariam, com o tempo, algo que parece incrível – que as duas metades do nosso cérebro têm cada um uma espécie de consciência separada. Cada hemisfério é capaz de ter sua própria vontade independente.

Experiências
O homem que fez muitas das experiências que primeiro provaram essa tese foi o neurobiólogo Roger Sperry.

Em um estudo particularmente notável, que ele filmou, é possível ver um dos pacientes com o cérebro dividido tentando resolver um quebra-cabeças.

O quebra-cabeças exigia o rearranjo de blocos para que eles correspondessem a padrões em uma imagem.

Primeiro o homem tentou resolver o quebra-cabeças com sua mão esquerda (controlada pelo hemisfério direito), com bastante sucesso.

Então Sperry pediu ao paciente que usasse sua mão direita (controlada pelo hemisfério esquerdo). Essa mão claramente não tinha nenhuma ideia de como fazê-lo.

A mão esquerda então tentou ajudar, mas a mão direita parecia não querer ajuda, então elas terminaram brigando como se fossem duas crianças.

Experiências como essa levaram Sperry a concluir que “cada hemisfério é um sistema de consciência isolado, percebendo, pensando, lembrando, raciocinando, querendo e se emocionando”.

Em 1981 Sperry recebeu um prêmio Nobel por seu trabalho. Mas em uma ironia cruel do destino, ele então já sofria com uma doença degenerativa do cérebro, chamada kuru, provavelmente contraída em seus primeiros anos de pesquisas com cérebros.

Medicação
A maioria das pessoas que tiveram seus corpos calosos cortados parecem normais posteriormente. Você poderia cruzar com eles na rua e não saberia que algo havia acontecido.

Karen Byrne teve azar. Após a operação, o lado direito de seu cérebro se recusava a ser dominado pelo lado esquerdo.

Ela sofreu com a Síndrome da Mão Alheia por 18 anos, mas felizmente para ela seus médicos encontraram uma medicação que parece ter trazido o lado direito de seu cérebro de volta ao controle.

A história de Byrne foi contada no último programa da série da BBC The Brain (O Cérebro), que foi ao ar na Grã-Bretanha na quinta-feira.

sexta-feira, junho 18, 2010

RESSUSCITAR


Sexta-Feira, 18 de Junho de 2010
Cientista americano desenvolve técnica vista em filmes de ficção científica como Jason X e Alien – O Oitavo Passageiro.

Todo mundo – mesmo que só através dos desenhos do Zé Colmeia – já ouviu falar de hibernação. Animais de lugares com inverno muito rigoroso se recolhem durante a fase mais fria do ano e passam meses em uma espécie de sono muito parecido com o estado de coma.

Agora imagine a possibilidade de forçar um humano – ou qualquer outro animal que não exibe esse comportamento normalmente – a passar pelo mesmo fenômeno? A ficção científica já explorou a possibilidade diversas vezes, sempre com uma motivação diferente.

Animação suspensa para viagens interestelares - Universal PicturesEnquanto em filmes como O Demolidor (“Demolition Man” – 1993) e Jason X (2002) a animação suspensa é utilizada com fins de impedir a convivência de criminosos com a população em geral, em filmes com viagens espaciais como cenário – Alien, o Oitavo Passageiro (Alien – 1979) e Avatar (2009) – a técnica serve para impedir o envelhecimento durante transportes interestelares.

Sem ar nem calor

O processo desenvolvido por Mark Roth no Fred Hutchinson Cancer Center – em Seattle, Estados Unidos – é fruto de observações e testes laboratoriais.

O pesquisador se inspirou em casos de sobreviventes de situações extremas: a garotinha canadense que apenas de fraldas engatinhou para fora de casa durante o inverno de 2001 e durante duas horas esteve em parada cardíaca, ou japonês que dormiu em uma montanha em 2006 e só foi ressuscitado da hipotermia resultante depois de 23 dias.

Embrião de verme nemátoda em animação suspensa - Mark Roth/FHCCNo laboratório, Roth experimentou primeiro com levedo de cerveja e vermes nemátodos. Em ambos os casos, o sucesso na ressuscitação – após o resfriamento – era maior quando, antes da queda de temperatura, o oxigênio era retirado do ambiente de testes.

Usando um gás encontrado em esgotos e resultante da decomposição de matéria orgânica – o sulfeto de hidrogênio –, a equipe do Hutchinson Center afirmou que uma das maneiras mais eficientes de evitar a morte por hipotermia é evitar que os processos normais do corpo, como a divisão celular, ocorram sob condições não ideais para esses eventos.

Como analogia, imagine que você tem um pãozinho e precisa dividi-lo em duas metades exatamente iguais. Com uma faca afiada, normalmente, isso é bem fácil, não é mesmo?

Agora pense em fazer o mesmo corte, com a faca igualmente afiada, porém a temperaturas baixíssimas, nas quais seu corpo inteiro treme – tanto a mão que maneja a faca quanto a que segura o pãozinho. A chance de algo sair errado – resultando em ferimentos – nesta segunda situação é muito grande.

Vidas em risco

Apesar das semelhanças com a ficção científica, a técnica de ressuscitação criogênica de Roth tem aplicações bastante reais. O objetivo maior é aumentar a chance de sobrevivência de envolvidos em acidentes graves e soldados com ferimentos letais.

Tiros, batidas de carro e uma infinidade de outros eventos trágicos podem causar lesões no corpo humano que – em casos extremos – podem drenar até 50% ou mais do sangue de uma pessoa. Nessa situação, o coração permanece funcionando por até dez minutos, e o cérebro começa a morrer em torno de dois minutos após o ferimento.

O tempo de transporte até um hospital é crucial na sobrevivência de casos graves - istockEsse tempo – muitas vezes – não é suficiente para a chegada do socorro médico, diminuindo drasticamente a chance de sobrevivência do indivíduo. Mesmo que os primeiros socorros sejam aplicados rapidamente, o transporte da pessoa até um hospital pode levar mais tempo do que o necessário para salvar uma vida.

Com a técnica de resfriamento anóxico – sem a presença de oxigênio – desenvolvida pelo americano, entretanto, espera-se que seja possível estabilizar a vítima até a chegada a um centro médico capaz de aplicar uma transfusão e impedir que mais sangue se perca, levando com ele a vida da pessoa.

Além de oferecer uma maior chance de sobrevivência para feridos, a técnica americana também pode permitir uma melhor conservação de órgãos para transplante, aumentando a margem de tempo entre a remoção e a cirurgia de instalação do órgão no paciente.

Em ambos os casos, para reverter o processo de animação suspensa basta fornecer – à pessoa ou ao órgão – oxigênio e calor. Vale lembrar que as temperaturas utilizadas por Roth em sua pesquisa não chegam ao ponto de congelamento, permitindo assim que sejam utilizadas mesmo em ambulâncias e outros veículos de transporte médico ou militar.

Morte e vida

Segundo o próprio Mark Roth, sua pesquisa – além de auxiliar na prevenção do falecimento acidental – também ajuda a desvendar um dos grandes mistérios da humanidade: a diferença entre a vida e a morte, também retratada no cinema em filmes como 21 Gramas (“21 grams” – 2003). Nas palavras do pesquisador, “a relação entre morte e vida tem realmente a ver com a ordem correta dessas relações celulares”.

Mark Roth em seu laboratório no Fred Hutchinson Cancer Center - FHCC

Só se espera que este tipo de desenvolvimento médico, quando realmente aplicado no mundo real, não resulte no surgimento de uma ameaça zumbi como acontece em Resident Evil (2002).

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